04 de setembro de 2016
 
Museu de Congonhas inaugura exposição Congonhas por Gautherot

Abertura da exposição fotográfica de Gautherot acontecerá nesta quarta-feira, 7, às 9h.

Há 70 anos, o fotógrafo francês Marcel Gautherot (1910-1996) esteve em Congonhas durante o Jubileu e se impressionou com o que viu. A manifestação de fé popular e a arquitetura histórica daqueles tempos, o levou a realizar um dos maiores ensaios fotográficos da carreira: são mais de 1 mil fotos que registram, em rara beleza estética e sensibilidade, este momento especial quando Congonhas recebe milhares de pessoas em busca de uma aproximação do universo sagrado. Para celebrar a obra deste grande artista, o Museu de Congonhas vai inaugurar no dia 7 de setembro, início do Jubileu, a exposição inédita “Congonhas por Gautherot”, com curadoria do diretor do Museu, Sérgio Rodrigo Reis.

 

Fruto de uma parceria inédita com o Instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, a mostra exibirá, numa sala de projeções especiais, um acervo precioso pinçado da obra de Gautherot.  As cenas terão tratamento especial. Além da íntegra das imagens, em alguns momentos, vai oferecer ao visitante a inédita experiência em Minas da magnificação. Trata-se de um recurso de alta tecnologia que dará ao visitante uma sensação de imersão pelas paisagens e os detalhes retratados nas cenas. O momento coincide com especial reconhecimento da obra do fotógrafo. Parte de seu acervo acaba de ser apresentado na Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, na França, cidade onde ele nasceu. Nos próximos dias, O Câmera Sete, em Belo Horizonte, também receberá uma exposição do artista.

 

Gautherot viveu a maior parte de sua vida no Brasil e trabalhou com nomes fundamentais da cultura brasileira, como Rodrigo Melo Franco e Lucio Costa, no Serviço Nacional do Patrimônio (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Edison Carneiro, na Comissão Nacional de Folclore; Oscar Niemeyer, fotografando os principais projetos do arquiteto, incluindo a construção de Brasília; e Roberto Burle Marx, documentando seus projetos de paisagismo mais importantes.

 

Adquirida pelo Instituto Moreira Salles em 1999, a obra completa de Marcel Gautherot compõe-se de mais de 25 mil imagens, que abrangem muitos temas – o folclore brasileiro, a arquitetura moderna e barroca, a natureza do país e sua paisagem humana –, situando Gautherot entre os nomes fundamentais da fotografia brasileira no século 20. Além de Gautherot, a parceria com o Instituto Moreira Salles permitirá outras exposições ao Museu de Congonhas. Até o final do ano está prevista a inauguração da mostra “Luz, Cedro e Pedra”, do fotógrafo argentino Horacio Coppola (1906-2012), que passou por Congonhas na década de 1950 registrando as tradições e arquitetura com um olhar diferenciado para o patrimônio material e imaterial do lugar.



(Fonte: Comunicação Museu de Congonhas)