Programa de Formação em Mídia destacou uso de tecnologia e inovação em sala de aula

“A sala de aula do tamanho do mundo”, esse foi o tema abordado na conferência de encerramento do Programa de Formação em Mídia – Educação do Museu de Congonhas, que aconteceu nesse sábado, 24. O programa foi uma iniciativa pioneira adotada em Congonhas que reuniu no encerramento nomes que são referência em educação em todo o país, como o curador do projeto, João Alegria, a escritora e professora Marina Carvalho, a professora Maria Inês Delorme, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a socióloga Natália Menhem.

João Alegria explicou um pouco do programa. “Neste dia de palestras fizemos um balanço de todo o programa e de como foram as oficinas. Quem trabalha na escola, que escolheu ser professor, sabe que a educação é importante e sabe que precisa passar por muitas mudanças. Quando o educador tem a oportunidade de se preparar melhor, ele poderá fazer o que fazemos na sala de aula de uma maneira muito diferente”.

Oferecido pelo Museu de Congonhas, em parceria com a Prefeitura Municipal e Secretaria Municipal de Educação e com os patrocínios da Gerdau e da Cemig, esta última por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Governo de Minas Gerais, o Programa de Formação de Educadores em Mídia-Educação busca contribuir para que os educadores Congonhas e dos distritos de Pires e Lobo Leite, além de Mota e Miguel Burnier, distrito de Ouro Preto, se apropriem de conhecimentos e metodologias do uso das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sua prática profissional, de modo a transformar e atualizar a experiência da sala de aula vivida por professores e alunos, tornando-a mais interessante e eficaz.

A professora Fernanda Cristina Lisboa, da Escola Municipal Mosenhor Rafael, de Miguel Burnier, participou da conferência de encerramento. "A partir das palestras fui criando e planejando como poderei inovar com os alunos na sala de aula. Os palestrantes nos estimularam a isso", disse.

O programa teve início em abril deste ano e ofereceu uma palestra de abertura e duas oficinas, sendo elas uma de audiovisual ministrada por José Brito e uma de estratégias da narrativa, ministrada por Rian Rezende. Em julho acontece a terceira e última, de design de games.

A professora Carmem Lúcia da Silva, da Escola Municipal Maria Augusta, fez as duas oficinas. “Estou adotando e colocando em prática o que consegui aprender nas oficinas. Trabalho com os meus alunos sobre o bullyng, que foi o vídeo produzido na primeira oficina e estou expandindo esse projeto, que para nós da escola, está sendo inovador e dinâmico”, contou.

A secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, ficou satisfeita com o resultado e com a adesão que os educadores de Rede Municipal de Ensino deram ao programa. “Isso é uma forma de mostrar aos professores e ao município que podemos sim inovar na maneira de ensinar e que a educação continua sendo prioridade em Congonhas”, ressaltou.

Palestras

A professora Maria Inês Delorme abriu as palestras de encerramento do programa e fez as seguintes reflexões:  “Uma sala de aula do tamanho do mundo, como será essa sala de aula? O quê do mundo chega à sala de aula e como a partir da sala, se pode repensar esse mundo? As paredes da escola e os muros do mundo: os excluídos e os incluídos. Para que existe escola? Por que é importante que ela exista? Tempo na vida, tempo na escola”.

Delorme disse que “a sala de aula do tamanho do mundo é sempre algo que se quer alcançar, apesar de todos os desafios e de tudo que já vivi ministrando minhas aulas. Contei aqui e deixei um pouco do que penso e faço como educadora”.

A segunda palestrante do dia, a socióloga Natália Menhem abordou a educação e tecnologia e como ela pode ser usada para impulsionar o contato com outros lugares e outras experiências, se bem usada. Natália ressaltou que, hoje em dia, vemos muito pouco do que acontece do mundo, embora isso já tenha melhorado bastante. Precisamos a todo momento entender o mundo e o que acontece nele. Essa é a principal reflexão que passo para quem é educador”.

Outro destaque da conferência foi a escritora e professora Marina Carvalho, que expôs aos educadores como eles podem abordar a literatura em sala de aula. Além disso, deu dicas e contou suas experiências como professora.

Marina ressaltou que aprende muito com todos os seus alunos. "A educação me completa. Além disso, sou uma curiosa da tecnologia, e tento aprender sempre como a literatura nos dias de hoje pode contribuir com a formação dos jovens". 

 

Fonte (Comunicação Museu de Congonhas)