23 de novembro de 2016

Zulmira S. T. Furbino lança  o livro Das Minas no Museu de Congonhas

 

Autora, que foi cronista do jornal Estado de Minas por três anos, participará de uma bate-papo com leitores no dia 24 de novembro, às 18h30

 

 

Por que alguém resolve escrever?

 

A jornalista e cronista Zulmira S. T. Furbino tem uma resposta inusitada para essa pergunta. “Precisei escrever para ser. Caçula, numa família de dezenove irmãos, foi na literatura que encontrei a forma de ir inventando e consolidando minha identidade.  Escrevendo, nasci muitas vezes até desabrochar”, diz a autora do livro Das Minas que será seu lançado no dia 24 de novembro, às 18h30,  no Museu de Congonhas, em Congonhas.

 

Reinventando-se,  a jornalista com vinte  anos de experiência na área de Economia resolveu fazer uma transição do seu lado repórter - acostumado com  números e estatísticas - para  o de cronista, que gosta de gente e da vida, apesar dos percalços que ambos provocam.

 

Desse desejo de transformação, nasceu a autora das mais de cento e cinquenta crônicas publicadas no jornal Estado de Minas, durante os três anos em que ela assinou a coluna Simples Assim, do caderno Bem Viver.  Selecionando trinta e seis delas, Zulmira inventa seu livro Das Minas.

 

Essa autora, que se define como escrevinhadora, sintetiza:  “primeiro, as crônicas precisaram ser escritas; depois de escolhidas e compiladas, precisaram ser publicadas em livro porque é deste mal que padece quem escreve: diluir a  imensidão que invade a alma por enxergar a vida poeticamente”. E cita Drummond, das Minas: "Gastei uma hora pensando um verso que a pena não quer escrever. No entanto ele está cá dentro  inquieto, vivo. Ele está cá dentro e não quer sair. Mas a poesia deste momento inunda minha vida inteira."

 

Zulmira S. T. Furbino acredita que a escrita é uma tarefa difícil, que aparta o escrevinhador do mundo real, mas que, ao mesmo tempo, devolve a esse mundo um quê das delicadezas perdidas ao longo do caminho. “Escrever é irritante, é triste.” – diz ela. Mas complementa afirmando que, paradoxalmente -  por vício ou ofício -, está sempre correndo atrás das palavras.

 

O livro tem quarta capa, orelha e prefácio assinados, respectivamente, pelos escritores mineiros  Leila Ferreira, Carlos Herculano Lopes e Cris Guerra.  Leila afirma que Zulmira S. T. Furbino alia, como jornalista,  a capacidade crítica da observadora a um olhar poético que encontra beleza nas coisas miúdas, naquilo que parece trivial.  “Sua simplicidade nos desarma e nos torna cúmplices: embarcamos nas suas histórias, nos aproximamos de seus personagens, nos permitimos sentir a leveza que é sua marca – e seu estilo. Resumindo? Ler Zulmira Furbino faz bem”.

 

“Em meio a nova geração de cronistas, vinda de uma escola que  em Minas encontrou encontrou sua casa, Zulmira S. T. Furbino divide com o  leitor sentimentos, sutilezas para enxergar o outro, e um olhar atento sobre as coisas simples,  muitas vezes pouco percebidas na pressa comum dos nossos dias”, escreve Carlos Herculano.

 

Já para Cris Guerra,  Zulmira S. T. Furbino  lê o mundo e comenta sobre ele, ao pé do ouvido do leitor. “Não há detalhe que escape do seu olhar de romance. Como quando ela fala sobre o tempo, ou sobre o seu não entender o tempo, mas faz dele um desenho tão bonito, que a gente quase acredita: é assim o tempo, então, mirando o desenho que ilustra, mas não explica”. E arremata: “Ainda bem que existem Zulmiras pra gente continuar a sonhar”.


(Fonte: Comunicação Museu de Congonhas)