29 de março de 2016
 
Museu de Congonhas anuncia Agenda Cultural para 2016

Atividades culturais incluem teatro, música, lançamentos de livros, oficinas e exposições. 

 

Shows, bate-papos, seminários, lançamentos de livros, inauguração da Biblioteca do Museu, oficinas, workshops e exposições estão dentre as atividades culturais que serão desenvolvidas no Museu de Congonhas durante todo o ano. A agenda cultural do Museu, anunciada pela Prefeitura de Congonhas e a Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo (FUMCULT), é fruto de parcerias com entidades, empresas, fundações, a UNESCO, o Governo Federal por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Governo do Estado de Minas Gerais, para concretização de um dos maiores programas de ação cultural do interior mineiro.

 

Durante os meses de março e abril, vários artistas locais, assim como artesãos e produtores que foram envolvidos em ações participarão das atividades contidas no projeto “Ofícios da Fé”. Trata-se de um programa desenvolvido pelo Museu que busca preservar e divulgar o patrimônio imaterial desta cidade histórica, simbolizado pelos antigos fazeres ligados à tentativa de representação do universo sagrado. A exposição “Artechão”, do artista Quim Cordeiro, durante a Semana Santa, é uma das atrações, assim como a mostra dos estandartes religiosos feitos pela população nas janelas históricas.

 

Ao longo do ano, a música terá papel de destaque na programação. A agenda será inaugurada dia 16 de março, pelo projeto “Caixa Acústica”. Trata-se de uma iniciativa de valorização da música mineira de qualidade realizada há vários anos em Belo Horizonte. Nesta versão para o Museu serão apresentados 10 espetáculos mensais, sempre às quartas-feiras, de 16 de março a 14 de dezembro, às 20h, no teatro de arena deste centro cultural.

 

Alguns dos principais grupos artísticos do município apresentarão novidades no Museu de Congonhas. O Dez Prás Oito prepara para agosto a peça inédita “O Sítio”, com dramaturgia e texto de José Félix Junqueira. Outra peça prevista é o clássico “A Panela”, obra de domínio público de Plauto (180 a.c), com livre adaptação feita pelos integrantes do grupo Boca de Cena e será encenada em julho no anfiteatro ao ar livre do Museu.

 

 

Modernismo

 

Durante parte do século 19 e início do século 20, viajantes estrangeiros, assim como escritores e intelectuais brasileiros, registraram impressões de desapreço em relação ao Conjunto do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, identificando as obras de Aleijadinho como de gosto duvidoso.

 

A percepção do Conjunto do Santuário como expressão legítima da cultura e da arte foi resultado de mudanças de sensibilidade, a partir dos anos 1910 e 1920, com o movimento Antropofágico, a partir da viagem de artistas modernistas pelas cidades históricas mineiras.

 

O projeto “Roteiro das Minas no Museu de Congonhas”, com curadoria da pesquisadora carioca Beatriz Azevedo, propõe aprofundar essa reflexão com o suporte conceitual da Antropofagia, em atividades diversas, incluindo oficinas, workshops, lançamento de livro, debates, e apresentações artísticas no espaço do Museu.

 

 

Programa Educativo

 

Um dos principais programas do Museu de Congonhas é seu projeto de educação patrimonial voltado para as escolas e estudantes do município. Para dar protagonismo aos alunos foram pensadas atrações artísticas que terão como palco o Museu. O projeto Arte na Escola, uma atividade da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Congonhas, é um deles. Anualmente, atende milhares de crianças com ensino de música, artes plásticas e teatro. Os desdobramentos dos trabalhos poderão ser conhecidos pelo público em espetáculos ao longo do ano.

 

Outro projeto que dará protagonismo aos jovens é o Garoto Cidadão, da Fundação CSN. Nos próximos meses será lançada uma revista em quadrinhos, a “Gibitur Museus”, que tem por finalidade contextualizar a história dos museus de Congonhas, por meio de desenhos a mão livre e textos lúdicos criados pelos alunos e orientados pelos professores do Projeto. A intenção é enaltecer a importância dos Museus e as suas localizações.

 

O projeto se desdobrará ainda em um teatro educativo que tem por finalidade contextualizar o Gibitur norteando o expectador para a localização dos Museus bem como, o significado de cada um deles. O Projeto Garoto Cidadão também realizará apresentações culturais com destaque para os concertos da Orquestra Garoto Cidadão.

 

(Fonte: FUMCULT)

Informações: (31) 3731-3056