Toninho Horta encerra 2ª temporada de apresentações do Poesia e Música no Museu relembrando os maiores sucessos do Clube da Esquina

Um bate-papo descontraído, regado a boa música e com a participação especial do público. Assim foi a noite desta quarta-feira, 09, no encerramento da 2ª temporada de apresentações do projeto Poesia e Música no Museu de Congonhas. O convidado da vez foi o músico mineiro Toninho Horta, um dos maiores instrumentistas do mundo, destaque do movimento musical Clube da Esquina. O bate-papo foi conduzido pelo pesquisador, ensaísta e professor universitário Júlio Diniz.

O projeto já trouxe diversos artistas renomados para Congonhas como Erasmo Carlos, que se apresentou no último mês, além de Moraes Moreira, família Caymmi, Toni Garrido, Tony Belloto e Joice Moreno. A iniciativa conta com o patrocínio da empresa CSN, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Toninho Horta falou da infância e de como foi influenciado pela sua família que é composta por diversos músicos. Ele revelou que começou a manusear instrumentos com 9 anos e aos 13 compôs a sua primeira música. Toninho contou sobre época que tocava com Elis Regina e outros grandes artistas. O músico também falou do movimento Clube da Esquina, sucesso nacional nos anos 60, que reuniu grandes nomes como Beto Guedes, Ló Borges e Milton Nascimento.

A prosa foi embalada por canções como Maria Maria, Trem Azul, Nada Será como Antes e Travessia. A platéia cantou, se emocional e aplaudiu de pé o artista que encerrou o evento cantando Manuel, o audaz, atendendo carinhosamente o pedido de um dos participantes.

O músico congonhense Wellington Celso Dias Souza, de 35 anos, sempre participa das edições do projeto e aprova a iniciativa. "Achei o bate-papo musical excelente. Uma oportunidade única da gente absorver uma grande riqueza cultural. A iniciativa é maravilhosa porque promove o contato entre o fã e o artista que geralmente é muito difícil, além de incentivar o nosso trabalho como músico", explica Wellington.