Museu de Congonhas discute sobre cinema e literatura no Programa Educativo Todas As Letras

“Imagem e Palavra: Literatura Feita de Luz” é o tema do próximo encontro que integra o projeto Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras, com participação do cineasta Helvécio Ratton e do escritor Carlos Herculano Lopes, com a mediação do jornalista João Paulo Cunha. O evento será no dia 14 de agosto, quarta-feira, às 16h, no Museu de Congonhas, com entrada gratuita e aberta ao público. O projeto tem o patrocínio da Gerdau.

A ideia deste evento é mostrar como uma arte pode ser fecundada pela outra. Muitos filmes brasileiros baseados em livros não apenas fizeram história como foram importantes para incentivar a leitura. No encontro, uma conversa sobre livro e adaptação para o cinema e TV, podendo problematizar a conhecida afirmação que defende que o livro é melhor que o filme, mostrando que não competem, mas se somam. A proposta é seguir também com uma conversa informal, abordando temas dessa relação e mostrando trechos dos filmes.

 

Carlos Herculano Lopes nasceu em Coluna, no Vale do Rio Doce, MG. É autor de vários livros, entre eles os romances “Sombras de julho”,que foi filmado por Marco Altberg, “O vestido”, levado ao cinema por Paulo Thiago, e “Poltrona 27”, que foi transformado, também por Paulo Thiago, numa série de seis capítulos exibida pelo Canal Brasil. Formado em jornalismo, durante vários anos Carlos Herculano, que vive em Belo Horizonte, assinou uma crônica semanal no Estado de Minas, onde também trabalhou como repórter.

 

Helvécio Ratton é mineiro e mora em Belo Horizonte. Estreou na direção filmando no hospício de Barbacena o documentário “Em Nome Da Razão” (1980). Dirigiu “A Dança Dos Bonecos” (1986) e “Menino Maluquinho” (1995), filmes que marcaram  o cinema brasileiro por tratarem o público infantil com sensibilidade e inteligência. Na comédia de costumes “Amor & Cia” (1998), trouxe para o cinema a crítica social e o humor fino do escritor português Eça de Queiroz. Em “Uma Onda No Ar” (2002), Helvécio se inspirou na história da Rádio Favela, rádio pirata criada por jovens negros em uma comunidade de Belo Horizonte. “Batismo De Sangue” (2007), baseado no livro de Frei Betto, trata de acontecimentos  passados durante a ditadura militar no Brasil. “Pequenas Histórias” (2008) usa magia e humor para encantar adultos e crianças, e marca o retorno do cineasta ao universo infantil. O documentário “O Mineiro e o Queijo” (2010) aborda, de forma política e poética, as contradições que cercam o queijo Minas artesanal, tombado como patrimônio cultural e impedido de circular no Brasil. Dirigido ao público infanto-juvenil e inspirado em fatos e lendas de nossa história,  “O Segredo dos Diamantes” (2014) conta a aventura de  um garoto que busca um tesouro do século 18 para salvar a vida do pai. No momento atual,  Helvécio está finalizando “O Lodo”, longametragem inspirado livremente na obra do escritor mineiro Murilo Rubião,  com lançamento previsto para 2020.

 

Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras

O projeto Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras que tem o patrocínio da Gerdau e apoio das secretarias de Educação de Congonhas e de Ouro Preto, teve início em maio deste ano e busca conectar todas as artes. A intenção é realizar ações em torno do ofício da palavra e tudo que ela envolve, e reverberá-las nas escolas com pouco acesso a este conteúdo transformador nos distritos Lobo Leite, Miguel Burnier e Mota.  Estão sendo criados vídeos, realizados em conjunto com alunos e alunas das três escolas públicas municipais localizadas nos distritos citados, com a proposta de gerar um mini documentário ao final do projeto. O Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras também já realizou,  em junho de 2019, um bate-papo com o tema “Letra e Música: a Canção e a Poesia”, com a participação do grupo musical Trio Amaranto, sob mediação: de João Paulo Cunha. E, ainda em agosto, no dia 20, vai inaugurar a exposição“Ressignificando o aço: 40 anos de Ricardo Carvão”, mostra que celebra as quatro décadas da primeira exposição individual feita pelo artista.