Seminário refletiu sobre acessibilidade e inserção social

Acessibilidade, mobilidade, inclusão e inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foram alguns dos temas abordados no Seminário de Acessibilidade Universal que aconteceu entre os dias 27 e 30 de junho, no Museu de Congonhas. As discussões partiram acerca da acessibilidade em espaços públicos, centros culturais, museus e toda cidade. Especialistas na área estiveram presentes nos quatro dias de seminário e promoveram uma série de debates. Além disso, contou também no encerramento com o humorista Geraldo Magela, o Ceguinho, ministrando a palestra “Um cego de olho no futuro: humor com motivação e superação”.

O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal de Congonhas, com correalização do Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG Campus Congonhas e apoio da Câmara Municipal, Banco do Brasil, INSS (Congonhas), Ministério Público e UNINTER (pólo Congonhas).

“Este seminário serviu para nortear discussões para que possamos adotar a curto, médio e longo prazo, medidas que beneficiem pessoas com deficiência ou aqueles que necessitem de auxílios especiais nos espaços geridos pela Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo (FUMCULT)”, explicou o diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis.

Vera Lúcia Oliveira Quintela participou do seminário e ficou satisfeita com o resultado. "Tive a oportunidade de participar das discussões, achei muito interessante. Parabenizo o diretor do Museu de Congonhas pela iniciativa de abri-lo para esse seminário, e se mostrar comprometido com o tema. Todas as apresentações com suas especificidades acenam para a ampliação da discussão”, ressaltou.

Painéis

Durante os quatro dias de seminário foram apresentados sete painéis com os temas: Práticas inclusivas no Espaço Urbano e na Arquitetura; Legislação Inclusiva; Políticas Públicas Inclusivas; Práticas Inclusivas; Práticas Inclusivas na Educação; Experiências Inclusivas; Práticas inclusivas na arquitetura e Grupos de Estudos.

Vários especialistas da área passaram pelo Museu de Congonhas durante esses dias, como a arquiteta Ângela Arruda, o vereador Arnaldo Godoy, representantes do Instituto São Rafael, Cynthia Drummond, do Grupo Verdemar, Milene Silva, intérprete de libras do IFMG, Tânia Aretuza, Wilmara Marliére, Jurema Machado, entre outros.

Milene Silva, do IFMG, relatou a importância da acessibilidade. “A partir dessa reflexão que tivemos durante o seminário tomaremos medidas que realmente atendam as pessoas com deficiência e a todos que necessitem".


Palestra motivacional

A noite fria de sexta-feira, 30, não espantou o público do Museu, que compareceu em grande número para ver a palestra "Um cego de olho no futuro: humor com motivação e superação", do humorista Geraldo Magela, “O Ceguinho”, de maneira lúdica, mas pontuando a segurança, acessibilidade e inserção da Pessoa com deficiência no Mercado de trabalho. Geraldo Magela disse que sofreu muito preconceito por ser cego, principalmente na infância. “As pessoas tem o costume de reclamar de tudo e eu aprendi que, quanto mais você reclama, mais você atrai, então uso o humor para superar minha doença”, disse.

 

Fonte (Comunicação Museu de Congonhas)