Museu de Congonhas celebra os 100 anos da Semana de Arte Moderna.

Entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922 aconteceu em São Paulo a “Semana de Arte Moderna”. Organizada pelo coletivo de artistas e intelectuais que se denominavam “modernistas”, tendo entre seus principais articuladores Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Oswald de Andrade entre outros importantes nomes das artes plásticas, literatura e música neste período, em consonância com as correntes da vanguarda europeia, buscavam apresentar ao país sua forma de pensar e fazer arte. Um século depois suas idéias permanecem modernas, com desdobramentos em todos os campos das artes brasileiras, fornecendo as bases para as políticas públicas de conservação do patrimônio.   

 

Nessa perspectiva, o Museu de Congonhas pode ser visto como uma consequência dessa forma “moderna” de pensar a cultura, onde a diferença entre popular e erudito passa a não existir, e o barroco mineiro, personificado em Antônio Francisco Lisboa, se “transforma” na grande expressão da arte brasileira. “Ao propor viajar para o interior do Brasil e buscar as manifestações artísticas que julgavam genuinamente brasileiras, os modernistas redescobriram o barroco de Minas Gerais e promoveram uma verdadeira revolução ao longo do século XX", conta Pablo Osório, funcionário da instituição. 

 

Para celebrar o centenário dessa semana que reverbera ainda hoje na forma de pensar a arte no Brasil, o Museu de Congonhas preparou uma programação especial. Ao longo de todo o mês de fevereiro as redes sociais irão apresentar conteúdos que refletem a importância da “Semana de Arte Moderna” e no dia 16 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelos canais do museu, acontece o bate papo “Os desdobramentos do Modernismo” com participação de convidados e interferência de artistas da cidade.  

 

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