Museu de Congonhas recebe bate-papo musical sobre MPB

 

Danilo Caymmi e Davi Mello participam de uma conversa descontraída e recheada de canções, com mediação do professor Júlio Diniz da PUC-Rio

 

Na próxima terça-feira, dia 05 de setembro, o Museu de Congonhas terá um encontro especial. Trata-se de um bate- papo musical com o cantor e compositor carioca Danilo Caymmi e o violonista Davi Mello, músico do grupo Noites do Norte, com mediação do professor, pesquisador e escritor Júlio Diniz. O evento acontece às 20 horas, no anfiteatro do Museu de Congonhas.

Esse encontro muito especial promete envolver o público numa conversa aprofundada, repleta histórias da carreira dos músicos e curiosidades, intercalada com a apresentação de grandes sucessos de Danilo Caymmi, que será acompanhado por Davi Mello, no violão. O tema do debate será a influência do Manifesto Antropofágico para Danilo Caymmi e para grandes músicos brasileiros como Tom Jobim, Dorival Caymmi e o próprio.

 

Júlio Diniz

Júlio Cesar Valladão Diniz é Doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, com Pós-Doutorado em Literatura Comparada pela Universidad de Salamanca, Espanha. É Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) e professor associado na Área de Estudos de Literatura da PUC-Rio. Autor de livros, ensaios e artigos sobre Poesia Brasileira, MPB e Cultura Ibero-americana publicados no Brasil e no exterior. Realiza consultorias e coordena projetos para instituições públicas e privadas, ONGs e empresas (Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e de Cultura, Rede Globo, Petrobras, Ampla e Leia Brasil). Publicou inúmeros artigos, ensaios e livros no Brasil e no exterior. Foi membro do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro (2004-2006) e é pesquisador do CNPq.

 

Danilo Caymmi

Danilo Caymmi iniciou a carreira artística participando como flautista da gravação do disco Caymmi Visita Tom, de 1964. Seu primeiro trabalho como compositor a ser registrado foi com a música "De Brincadeira", feita em parceria com Edmundo Souto, interpretada por Mário Castro Neves em 1967. Atuou como flautista e compositor, obtendo o terceiro lugar no III Festival Internacional da Canção, na fase nacional, transmitido pela Rede Globo, em 1968, com a canção Andança, sendo seus parceiros na composição da canção Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, lançando a cantora Beth Carvalho, contando com a participação do grupo vocal Golden Boys.

 

Fez sucesso com a canção “Casaco Marrom”, composta juntamente com Guarabyra, na voz da cantora Evinha. Danilo trabalhou com seus irmãos e fez espetáculos em 1973 com Edu Lobo. No mesmo ano, participou da gravação do disco Matança do Porco, do grupo Som Imaginário. Em 1983 entra para o conjunto musical Banda Nova de Tom Jobim. Foi convidado pela Rede Globo a escrever trilhas musicais para alguns seriados e novelas como Riacho Doce, Teresa Batista, Corpo e Alma e Mulheres de Areia, sendo lançado o álbum Trilhas.

 

Em 2001, participou com Roberto Menescal, Marcos Valle e Wanda Sá do Fare Festival, realizado em Pavia, na Itália, pela Società dell'Academia. Fez turnê nas seguintes cidades: Estocolmo, na Suécia, Helsinki na Finlândia e em Moscou na Rússia. Em comemoração aos noventa anos do pai, lançou em 2004, junto com seus irmãos Nana e Dori, o cd Para Caymmi de Nana, Dori e Danilo, com os maiores sucessos de Dorival Caymmi.

 

Em 2009, foi lançado pela Rob Digital, em parceria com o Canal Brasil, o CD e DVD Danilo Caymmi e Amigos, cujo registro teve a participação de Roberto Menescal, Fafá de Belém, Zé Renato, Claudio Nucci, Dori Caymmi e sua filha Alice Caymmi. E em janeiro de 2017, lançou o álbum Danilo Caymmi canta Tom Jobim, no qual interpreta 11 músicas maestro, entre elas os clássicos, “Ela é Carioca”, “Por causa de você” e “Luiza”.

Fonte (Etc Comunicação )